É já a seguir…
Farta de ser gozada por quase toda a gente decidi, esta tarde, aprender a meter gásoleo no jipe.
(Ai se o arrependimento matasse….)
Com a luzinha a alertar-me para a falta de combustível, parei numa bomba e sai do carro para ver como era.
(Não sei se já vos disse como estou arrependida?)
O funcionário da bomba meteu a mangueira para atestar, carregou lá nos botões e foi tratar de outros automobilistas.
(Ai, ai)
E eu lá fiquei, ao sol, a ver a mangueira dentro do buraco.
De repente—juro–começa a saltar gásoleo por todo o lado. Eu, já de mangueira na mão, desato aos gritos a pedir ajuda.
Vem o empregado a correr a tentar perceber o que se tinha passado. Na verdade, o homem programou litros a mais para um depósito tão pequeno e quem levou com o gasóleo em cima fui eu.
Para além do que ficou no chão, pelo menos, dois litros de gásoleo estão ainda nos meus sapatos, na minha saia e na minha camisola. Entranhado nas unhas e na pele está, sem exagero, mais meio litro.
Para ajudar à situação importa dizer que nem a minha mãe fala comigo a uma distãncia inferior a cinco metros.
E já tomei banho. E já pus perfume. E já disse todos os palavrões que conheço. E vim da bomba sem pagar. E juro que, nem que vá para a cadeia, não paga um litrinho que seja de gásoleo.