Friday, June 29, 2007

É já a seguir…

Farta de ser gozada por quase toda a gente decidi, esta tarde, aprender a meter gásoleo no jipe.

(Ai se o arrependimento matasse….)

Com a luzinha a alertar-me para a falta de combustível, parei numa bomba e sai do carro para ver como era.

(Não sei se já vos disse como estou arrependida?)

O funcionário da bomba meteu a mangueira para atestar, carregou lá nos botões e foi tratar de outros automobilistas.

(Ai, ai)

E eu lá fiquei, ao sol, a ver a mangueira dentro do buraco.

De repente—juro–começa a saltar gásoleo por todo o lado. Eu, já de mangueira na mão, desato aos gritos a pedir ajuda.

Vem o empregado a correr a tentar perceber o que se tinha passado. Na verdade, o homem programou litros a mais para um depósito tão pequeno e quem levou com o gasóleo em cima fui eu.

Para além do que ficou no chão, pelo menos, dois litros de gásoleo estão ainda nos meus sapatos, na minha saia e na minha camisola. Entranhado nas unhas e na pele está, sem exagero, mais meio litro.

Para ajudar à situação importa dizer que nem a minha mãe fala comigo a uma distãncia inferior a cinco metros.

E já tomei banho. E já pus perfume. E já disse todos os palavrões que conheço. E vim da bomba sem pagar. E juro que, nem que vá para a cadeia, não paga um litrinho que seja de gásoleo.

 

 

Posted by Emília at 16:55:42 | Permalink | Comments (4)