Friday, May 9, 2008

Dor

Bate leve, levemente
sem pressas, suavemente
será alegria? será tristeza?
boa coisa não é, certamente…

Fui ver.
Dura que nem ostras e lagostas,
grande, profunda e sem sabor:
Era a puta da dor nas costas!

Sem me conseguir mexer
gritei, como pude, por socorro
Valeu-me a minha santa mãezinha
que para tudo tem uma mezinha
mesmo para as dores no entrecosto.

Olhou para mim, mecou-me
fez o diagnóstico e deu um ar da sua graça:
“É uma crise de figado
Toma chá de cidreira que passa”!

Desconhecedora do esqueleto humano,
logo ela que me pariu
deixou-me ficar na cama,
virou costas e saiu.

Que faço? Que dor horrivel…
(nunca mais limpo vidraças)
venham daí os comprimidos
e mando a dor para o caraças.

Posted by Emília in 18:45:36
Comments

7 Responses

  1. Anonymous says:

    gostei do novo visual.
    melhoras

  2. Anonymous says:

    Temos poeta, Rica Prima?
    Isabel

  3. Gosto deste poemaMila.
    Não tenho vindo ao teu blogue, e deparei-me com ele logo à cabeça. Gosto e gosto.
    Tens um estilo que parece o estilo do que sai: espontaneidade, leveza, divertimento com as coisas sérias. Uma só palavra: magistral.
    Cultiva ricaMila.
    teu fã: fernando castro martins

  4. Anonymous says:

    qual verdadeira ALEIXA, minha amiga tens futuro!!! APF

  5. Good job! …You did it!

  6. coupons says:

    Your blog is impressive,it is always in my mind after i read it.

  7. Websites like yours are an excellent source of information for new and experienced users alike.

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