…32 anos depois…
No muro branco de uma casa, lá estava a pergunta e a resposta a uma dúvida cada vez mais actual.
“-Óh mamã o que é o PSD?
- É cáca, minha filha, é cáca”.
Qual é a mãe que não gosta de ter assim umas ricas filhas????
Numa altura em que professores e alunos, escolas e ministério da educação andam em reboliço, Joane está também a viver um momento agitado.
Ao que parece, sem perguntar nada a ninguém, a câmara de Famalicão decidiu estabelecer uma parceria com uma empresa privada para a construção do Centro Escolar de Joane.
Sobre os negócios da câmara e os interesses das empresas privadas, nada digo. Mas não me posso calar quando vejo em perigo o conceito, a estrutura e os princípios da escola pública.
Num terreno pertença da autarquia, a câmara quer ceder (ou já cedeu?) o direito de superfície a uma empresa, por 30 anos, para que construa e “explore” a escola que vai educar várias gerações de crianças.
Tudo isto, gratuitamente para os alunos de Joane mas a pagar para os estudantes de fora da vila. Parece que andamos a brincar ás escolinhas e aos colégios. Afinal, a temida “geração Morangos Com Açúcar”, que em tudo vê facilidades e que nada teme já manda e já exerce cargos com poder efectivo.
Quero, como centenas ou milhares de pais, um Centro Escolar em Joane. Mas uma escola que seja realmente pública. Que seja igual para quem mora em Joane ou para quem mora em Vermoim. Que tenha professores e funcionários pagos e dependentes hierarquicamente do Mistério da Educação, quer a ministra se chame Lurdes, Maria ou Manuela.
E quero, já agora, que em decisões tão importantes como esta, a comunidade escolar seja ouvida.
Já estou, como o outro: “O meu coração só tem duas cores: Azul e Branco”.