Sunday, March 30, 2008

Grandes curtes com mata-moscas

Entra uma gaja desesperadinha de sede e de cansaço num café e pede um redbull.
A cara de mulher por trás do balcão não anunciava grande coisa. Antes pelo contrário.
Ó senhora então não vê que isto é um café?, pergunta-me, zangada.
Sem me dar tempo para dizer qualquer coisinha mais, irritada, resmunga:
-Se quer veneno para matar moscas tem que ir a um supermercado. Não vê que isto aqui é um café???
E vim-me embora e fui a outro lado comprar duas latitas para ver se ganhava asas.
Posted by Emília at 21:58:36 | Permalink | No Comments »

Friday, March 28, 2008

Razões para ignorar um blog

Fodassssssse.
Estou a mudar de casa.
Posted by Emília at 18:22:16 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, March 13, 2008

Simples e directo

Esta é a frase que a minha filha maiúscula escreveu no postal que fez na escola para oferecer ao pai no Dia do Pai:

“O meu Pai é o melhor Pai do mundo.
Conta história muito bem mas canta muito mal”

Simples e directo. Assim. Será um elogio?

Posted by Emília at 20:08:59 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, March 8, 2008

Estamos velhos?

Dou comigo a meditar se estou velha.
Faço parte da geração dos que usavam fraldas na Revolução dos Cravos.
Tenho amigos, familiares e conhecidos a morrer. De cancro.
Uns já partiram, outros caminham a passos largos.
Sou eu que tenho muitos amigos e conhecidos?
Estou velha e é natural que as pessoas morram?
Está, de facto, a morrer muito gente?
Ontem fui a mais um funeral. Uma rapariga que andou comigo na escola primária e que sempre levou uma vida para lá de coira.
Tem dois filhos pequenos e um marido que a ama.
Estava careca e foi assim que quis ser sepultada, sem nada que lhe tapasse a nudez capilar.
Chorei por ela, pelas nossas brincadeiras na escola, pelo tempo em que brincavamos descalças no recreio e que diziamos que queriamos ser cabeleireiras ou cantoras.
Ao meu lado estavam outros colegas da escola primária. Há laços que a vida (e a morte) não conseguem cortar. E a nossa professora velhinha, velhinha, também lá estava.
E voltamos à pergunta inicial: Estou velha?
Acho que não. Pelo menos não tão velha como os pais dos meus amigos que morrem.
Ontem, a mãe da minha colega de escola perguntou-me: “Tu que és estudada diz-me lá porque é que eu tenho 82 anos e estou viva e a minha filha está morta?”
Do alto dos meus “estudos” dei-lhe a mão e chorei com ela.
Não deve haver dor maior do que a de perder um filho. É contra a ordem natural da vida.
Por onde andará Deus que não se importa com crianças sem mães nem de mães sem filhos?
Estarei velha?

Posted by Emília at 09:40:45 | Permalink | Comments (1) »