Wednesday, February 20, 2008

Cumprir a lei!

Farta de ser mandada parar por tudo que é autoridade, por tudo o que usa boné e por tudo que tem um cacetete, tomei a decisão de cumprir escrupulosamente todas as regras de trânsito.
Assim, esta tarde, imbuída deste espírito de cidadã exemplar, cumpridora e ciente dos meus deveres, decidi percorrer os 22 quilómetros que tinha pela frente na mais profunda comunhão com a lei.
Isto é, decidi respeitar todos os sinais de trânsito e todos os limites de velocidade.
Pois bem, foi uma experiência, no mínimo dos mínimos, inesquecível.
Fui ultrassada por toda a gente, desde camiões e motas, a tractores e até por um simpático carro da brigada de trânsito.
Buzinaram-me setecentas e quarenta e três vezes, levantaram-me o dedo indicador quatro vezes e chamaram-me nomes vezes sem conta.
Dei prioridade aos peões e eles ficavam espantados a olhar para mim.
Deixei passar as criancinhas da escola e a funcionária que as acompanhava olhou para mim com cara de caso.
Dois ciclistas ultrapassaram-me numa curva.
Enfim, fiz figura triste, gozada por quase todos os outros automobilistas que nem sequer me conheciam.
Um deles, o sádico, disse-me mesmo: “Minha senhora, quem não sabe conduzir pode andar vinte anos na estrada que nunca aprende”.
Gostei. Disse-lhe adeus e mandei-o para o mesmo sítio para onde se mandam as mães dos árbitros.
Nunca mais repito a brincadeira.
Posted by Emília at 19:21:54 | Permalink | No Comments »

Friday, February 8, 2008

Olha Gaia!

Ora bem. Eu tinha que ir ao Porto. Concretamente à Praça Francisco Sá Carneiro onde ía ter uma reunião ás 10.30.
Lá vou eu, auto-estrada, entro na VCI e, por indicação do meu sócio, procuro uma placa que diga “Antas”.
Atenta, sempre muito atenta, só me desconcentrei um bocadinho quando já estava a atravessar a ponte e a entrar em Gaia.
Logo que posso, volta para trás e telefono a uma amiga que vive no Porto. Dá-me as mesmas indicações e eu, minutos depois, lá estava, outra vez, a atravessar o belo Rio Douro. Gaia outra vez. Nem o Luis Filipe Menezes deve ir tantas vezes a Gaia como eu fui em meia manhã.
Decido ir sozinha. Antas…estádio…estádio do Dragão…e qunado perguntei a um simpático polícia pelo número que procurava, estava a vinte metros do destino.
Toda a vida foi assim: Mais vale só que mal acompanhada.
E que ninguém (mas ninguém) me diga que na VCI aparece qualquer placa com a palavra “Antas”.
Posted by Emília at 15:27:40 | Permalink | No Comments »