coff coff coff
Eu, agora, não fumo!
É muito agradável entrar em qualquer café ou restaurante e sentir o ar puro. Não ver nuvens de fumo. Não sentir o cheiro a cigarros, a cigarrilhas ou, o pior de todos, a cachimbo.
Nota-se a diferença. Sente-se que há mais conversa, mais convívio entre as pessoas. E todos os que como eu nunca fumaram de forma voluntária, são agora, definitivamente, não fumadores.
Deixamos de fumar os cigarros dos outros ou de “fumar à borla”, como diz uma fumadora que conheço.
A legislação que agora entrou em vigor só peca por vir tarde. Quem quer fumar, pode fumar na mesma mas respeitando os outros.
Os não fumadores podem estar em qualquer lado que não incomodam ninguém pelo facto de não fumarem; quem fuma, tem o direito de continuar a fumar, mas não tem o direito de prejudicar os outros com o fumo dos seus cigarros.
O fim da “liberdade individual” de que falam os fumadores, a “caça ás bruxas” como diz Miguel Sousa Tavares, não são mais que desculpas de mau pagador. A liberdade individual não se pode sobrepor à liberdade colectiva.
A venda de tabaco continua a ser livre, o acto de fumar continua a ser livre. Apenas foram criadas restrições para espaços públicos. Mas, ao ar livre, em casa e em locais para fumadores, cada um pode fumar à vontade.
A lei está a ser cumprida e muito bem. Já se encontram grupos de fumadores ás portas dos cafés que, depois de fumarem o seu cigarrinho, voltam a entrar nos estabelecimentos.
Há dias vi mesmo um grupo de médicos, à porta do Serviço de Consultas Externas de um Hospital a fumar. Boa. Se a nova lei não tivesse sido aplicada, onde estariam os médicos e fumar?
Fumar faz mal, toda a gente sabe isso. Mas há quem não consiga resistir ao prazer de fumar um cigarro. Que fumem à vontade, mas que não prejudiquem ninguém.