Friday, November 30, 2007

Quem me ajuda?

Quando alguém me pergunta “queres que te estacione o jipe?” devo considerar uma ofensa, um elogio ou uma simples oferta de ajuda?
Posted by Emília at 18:41:10 | Permalink | Comments (3)

Para que conste

Tenho a minha casa cheia de pó. Suja e desarrumada.

E vai ficar assim por mais uns dias porque eu não a vou arrumar.

Posted by Emília at 17:48:35 | Permalink | No Comments »

Wednesday, November 28, 2007

Alguém tem um açucareiro a mais?

Comprar coisas banais na silly season natalicia é isso mesmo: uma estupidez.
Por todo o lado é só prendas e mais prendas, gente e mais gente e uma gaja precisa de comprar uma embalagem de leite e espera meia hora na fila para pagar.
Então comprar coisas como, por exemplo, um açucareiro nesta época do ano é absolutamente proibido.
Na verdade, o meu rico açucareiro partiu-se.
Abri o armário e, sem aviso, milhões de particulas doces espalharam-se por todos os lados da minha cozinha o mesmo acontecendo com os vidros.
Farta de andar com o saco do açúcar atrás, meti o jipe ao caminho e bora lá a comprar um açucareiro.
Corri lojas e mais lojas.
Vi o pai-natal 349 vezes; as renas 632; laços e embrulhos sem conta mas, um simples açucareiro, nadinha.
E a cara das funcionárias e funcionários que me atendiam???
“Quer um açucareiro? Mas é para oferecer??”, perguntavam…
Acabei por ir procurar o meu tesouro a uma loja gerida por elementos da comunidade chinesa.
Sem grande escolha, entre fitinhas, sininhos, bolinhas e pinheirinhos, trouxe um objecto em vidro, com tampa acrílica que até fingia ser um açucareiro jeitosinho.
Saio da loja.
Pasta do computador num ombro, saco no outro ombro e o embrulho do açucareiro na mão.
Encontro uma amiga que se prontifica a ajudar-me e pega no embrulho.
“Amiga”, quer dizer. É como quem diz. Ora bem. Sei lá. Com amigos destes…
Então não é que a rapariga se atira para o meio do chão, espalha-se ao comprido, atira
com sacos e pastas, aleija-se e tudo isto com o fim único de me partir o açucareiro que tanto trabalho me deu a encontrar!
Agora, continuo de pacote de açúcar na mão, sem açucareiro e com uma amiga toda partida.

Posted by Emília at 22:22:23 | Permalink | Comments (4)

Sunday, November 25, 2007

Aletria

Ciclicamente, vem-me uma vontade inesperada para a tragédia e decido fazer aletria.
Este fim de semana, sem mais nem nenos, voltei a fazer o doce tipico do Natal.
A cena começou logo no supermercado quando o meu inegualável sócio viu dois sacos de aletria no carrinho das compras.
“Ó mulher, outra vez aletria”, pergunta ele para continuar logo a seguir, “e dois sacos. Leva só um que, para estragar, chega meio quilo”.
Uma gaja fica logo com outro alento depois de ouvir elogios destes. Só por causa das coisas, em vez dois sacos, vieram três.
Chego a casa e começo a fazer o doce. Sigo a receita tal e qual sendo que esta receita é, talvez, a décima que  experimento.
Água, leite, açucar, mel, casca de limão, aletria, gemas (é desta que vai sair bem!).
Ok, resultado final, mais uma vez, uma mistela que parece, com muito boa vontade massa cozida.
Obrigo o meu marido a provar.
Diz que está um bocadinho mal disposto mas lá mete a colher à boca.
“Então”, digo eu á espera de uma surpresa.
“Ehh a canela que puseste por cima está boa”, responde o meu sócio, aquele que prometeu na igreja estar comigo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença….
Tento junto da canalha.
“Filha prova a aletria. está tão boa”. digo.
“Ó mãe que nojo”, diz a mais nova virando as costas.
Para situações graves, são precisas medidas drásticas.
Tento a outra criança.
“Margarida se fores á cozinha e comeres aletria à frente do pai, dou-te um euro”, peço, quase de joelhos.
Mas as minhas filhas não se deixam subornar.
“Comer AQUILO?? Não me apetece”, diz ela.
“Dois euros”, insisto eu.
“Vou á cozinha e até digo que está boa mas não como e tu não me obrigas a ir à cataquese”.
Não fizemos negócio.
Tenho uma família que não me compreende e que desvaloriza o meu esforço herculeo de tentar fazer uma aletria, já não digo saborosa, mas comestível.
Que faço agora com as duas travessas de aletria, maravilhosamente decoradas, que tenho na cozinha?

Posted by Emília at 23:54:15 | Permalink | Comments (5)

Wednesday, November 21, 2007

Ai que susto

Hoje parei para pedir uma informação a um velhote.
Parei.
Abri o vidro da porta contrária á minha e perguntei como se ía para o sítio X.
De repente, o velho abre a porta, senta-se ao meu lado e, sorridente, disse:
“Ó menina eu ía mesmo para lá e você leva-me”.
Começo a perceber porque é que os homens não pedem informações e preferem andar perdidos duas horas.
A partir de agora, o jipe só vai circular com as portas travaditas. E mainada.

Posted by Emília at 19:14:31 | Permalink | No Comments »

Monday, November 19, 2007

A Rádio

Na última semana, o meu rico jipe tem mostrado sinais de possuir vida própria. Agride-me. Dá-me choques e mais choques. Manifesta-se com toda a força contra a forma como eu o trato.
Num momento de absoluta e excepcional raridade, pus-me a pensar.
Que fiz eu de tão mal ao pobre veículo para além de não o lavar, de lhe dar pequenos toques atrás e à frente, de não o limpar por dentro e de não levar à revisão? Sim, que fiz eu de tal mal para ele reagir assim?
Será que tem a ver com a rádio que escuto desde há uma semana?

Em vez da Antena 3 e da TSF, agora, no jipe só se ouve a Rádio Região de Basto (http://www.radioregiaodebasto.com/htm/bastomedia.htm).

A música é do melhor: fado cantado em italiano, tudo o que é música regada a azeite e, direi mesmo, canções que nunca pensei que existissem. Tem sido revelação atrás de revelação.
As entrevistas são do melhor. Três jornalistas entrevistaram o presidente ou treinador de um grupo de futebol local e falaram tanto, mas tanto, que o convidado conseguiu dizer duas frases completas.
As reportagens de exterior, devidamente anunciadas, são de lojas que fazem anos ou estão em promoção.
Juro, a sério, é a melhor rádio que ouvi. De tal forma, que tanto o meu sócio como as minhas filhas só querem ouvir a Rádio Região de Basto.

Que importa o estado do mundo? Quem quer saber de notícias? Não, eu quero é saber dos 30 anos de casamento da D. Luisinha e qual o segredo para estar casada e feliz durante tantos anos.
Eu quero é saber o resultado do Celoricense (constamente perseguido por árbitros mal intencionados).
Quero ouvir música a sério. Vozes desafinadas. Erros de linguagem.

Posted by Emília at 11:36:34 | Permalink | No Comments »

Friday, November 16, 2007

Vizinhos, olé

Tinhas umas tias velhinhas que, todas as noites, rezavam a nosso senhor jesus cristo uma avé-maria para que o criador lhes desse a graça de ter bons vizinhos.
Como eu as compreendo e respeito!
Vai uma gaja cinco dias de férias e quando regressa não tem sebe nem árvores nem plantas porque o estafermo do vizinho decidiu andar à póda.
Em vez de póda se ele fosse à fóda…
Antes de comprar uma casa urge pedir o registo criminal e um atestado psiquiátrico da vizinhança.

(Ai que nervos, caralho)

Posted by Emília at 14:41:15 | Permalink | No Comments »

Tuesday, November 13, 2007

Snif, Snif

Depois de ontem ter dado uma chuveirada ao meu jipe, esta manhã enquanto entregava a canalha na escola alguém escreveu no vidro de trás: “Lávame porco”.
Com erros e tudo.
Estou em choque. O jipe deve estar mesmo muito, muito, muito sujo…
Posted by Emília at 12:08:09 | Permalink | Comments (1) »

Monday, November 12, 2007

Toscânia

Geneticamente, nasci com tendência para a riqueza.
Vai uma gaja completamente deprimida para Itália e apaixona-se pela região mais bonita do mundo.
Quero comprar lá uma casa. Perder-me entre as árvores e plantar oliveiras. Percorrer todas as torres e todas as vilas medievais. Provar pizzas, pastas, gelados e outras delícias.
Só não tenho dinheiro para isso. Mas, repito, algo nos meus genes, tende para a riqueza.
(antes que perguntem, os italianos são maioritariamente amaricados, pintam o cabelo, fazem a deplição, usam meias de vidro e fedem a perfume).
Posted by Emília at 21:00:54 | Permalink | Comments (1) »

Thursday, November 8, 2007

Vou-me

A vida está uma merda. A morte também e anda por aí a lançar as garras ás pessoas boas que encontra.
A casa está em obras.
Eu estou proíbida de fazer mais crepes.
Assim sendo, vamos todos para Florença espairecer.
Abençoada Raynair que põe uma família em Itália (ida e volta) por cem euritos.
Depois mostro as fotografias.

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