Saturday, June 30, 2007

A quem puder interessar

AVISO

Avisam-se os leitores deste espaço que jamais, em tempo algum, se escreverá aqui qualquer tipo de piada, graçola, ofensa, indirecta ou anedota sobre a senhor directora da Dren, sua Exªa o senhor ministro da saúde, sua Exªa o senhor engenheiro Primeiro Ministro ou sobre qualquer um outro membro do governo e/ou de direcções regionais, sub-regionais ou locais.

Ninguém da minha família nem dos outros animais aqui escreverá uma única linha capaz de originar qualquer equivoco.

Não será por nós que Portugual não se verá livre de graçolas inoportunas.

Graças ao Governo, sim. Graças com o Governo, não.

Tenho dito. 

 

 

Posted by Emília at 21:17:44 | Permalink | No Comments »

Friday, June 29, 2007

É já a seguir…

Farta de ser gozada por quase toda a gente decidi, esta tarde, aprender a meter gásoleo no jipe.

(Ai se o arrependimento matasse….)

Com a luzinha a alertar-me para a falta de combustível, parei numa bomba e sai do carro para ver como era.

(Não sei se já vos disse como estou arrependida?)

O funcionário da bomba meteu a mangueira para atestar, carregou lá nos botões e foi tratar de outros automobilistas.

(Ai, ai)

E eu lá fiquei, ao sol, a ver a mangueira dentro do buraco.

De repente—juro–começa a saltar gásoleo por todo o lado. Eu, já de mangueira na mão, desato aos gritos a pedir ajuda.

Vem o empregado a correr a tentar perceber o que se tinha passado. Na verdade, o homem programou litros a mais para um depósito tão pequeno e quem levou com o gasóleo em cima fui eu.

Para além do que ficou no chão, pelo menos, dois litros de gásoleo estão ainda nos meus sapatos, na minha saia e na minha camisola. Entranhado nas unhas e na pele está, sem exagero, mais meio litro.

Para ajudar à situação importa dizer que nem a minha mãe fala comigo a uma distãncia inferior a cinco metros.

E já tomei banho. E já pus perfume. E já disse todos os palavrões que conheço. E vim da bomba sem pagar. E juro que, nem que vá para a cadeia, não paga um litrinho que seja de gásoleo.

 

 

Posted by Emília at 16:55:42 | Permalink | Comments (4)

Monday, June 25, 2007

O mistério das calças desaparecidas

Verdade, verdadinha, o mistério agudizou-se no dia 8 de Junho. O homem queria vestir um determinado fato para a comunhão da afilhada e não sabia das calças.

Procura daqui. Procura dali. Abre armário, fecha armário. “Veste outro fato”. “Quero aquele”. O que é certo é que as calças não apareciam.

Como o homem nunca chegou em cuecas em casa e como as calças não apareciam (dizia ele), só podiam estar na lavandaria (dizia ela).

Assim sendo, lá foi ela, nos dias seguintes, de casaco na mão, de lavandaria em lavandaria a perguntar se, por acaso, não estariam por lá esquecidas as calças daquele casaco.

Sem sucesso, debalde, voltou para casa com o casaco na mão.

O casaco ficou uns dias, abandonado, pelo quarto. Até que, esta tarde, ela resolveu coloca-lo no armário.

E, não é que, no sítio esperado, no devido local, lá estavam as calças penduradinhas à espera de ser usadas.

Mistério resolvido.

 

Posted by Emília at 23:28:29 | Permalink | No Comments »

Friday, June 22, 2007

Perguntas estranhas

Sendo que, é proíbido conduzir de olhos fechados e , sendo que, eu fecho os olhos quando espirro, pergunto: deixo de espirrar, de fechar os olhos ou de conduzir?
Posted by Emília at 17:26:31 | Permalink | Comments (2)

Thursday, June 21, 2007

E esta a idade em que os pais se fecham nos armários?

Ela tem sete anos.

Ela é esperta.

Ela sabe ler.

Ela vê TV.

Ela lê jornais.

Ela quer saber o que é a eutanásia…

Posted by Emília at 14:32:02 | Permalink | No Comments »

Wednesday, June 20, 2007

Um penso, sff

As criancinhas da escola pública da minha descendente mais velha, foram hoje a um passeio.

De manhã, por entre o cheiro a rissois e a bolinhos de bacalhau, mochilas, geleiras, sacos e saquinhos, lá estavamos á espera da ordem de marcha para o autocarro. Eis que, do nada, surge uma docente (reparem no pormenor do português correcto) de tesoura e fita adesiva em riste.

Sem mais, começa a levantar a camisola dos menores (fosse a professora um homem e estavamos perante um caso flagrante de assédio sexual) e a por-lhes uma cruz de fita adesiva por cima do umbigo.

“Mas que é isso”, pergunto eu.

“É para ninguém enjoar”, diz a senhora.

“Desculpe, importa-se de explicar”, insiste a ignorante.

“Não seja chata. Não vê que esta cruz no umbigo não deixa as crianças enjoar”, resmunga.

“E o velho sistema de tomar um comprimido para o enjoo já não funciona”, tento, mais uma vez, sem sucesso.

“Minha senhora, o penso se não fizer bem também não faz mal e funciona em termos psicológicos”,  finaliza a professor doutora.

E a minha rica filha lá foi passear com uma cruz no umbigo….

 

 

Posted by Emília at 15:06:14 | Permalink | Comments (1) »

Monday, June 18, 2007

ping ping

Esta tarde o meu jipe começou a pingar. Isto é, sempre que eu parava, começava a cair água por baixo do jipe.

Foi na escola da criança mais pequena. Parei e, quando olho para estrada, lá estava um liquido ping ping ping.

Mais tarde, outra vez a mesma coisa. O jipe a pingar e eu, quase deitada no chão  tentar perceber o que se passava.

Embora preocupada por fora, rejubilva por dentro. No fim de semana o home cá da casa foi para monte com o meu jipe. Já me imaginava a azucrinar-lhe a cabeça: porque tu deste cabo do jipe. Porque tu, além de o arranjares, até furaste o jipe. Porque, vê-se logo que o carro não é teu. Porque ainda tens coragem de dizer que eu não estimo o carro. Rebéubéu rebéubeu.

Fui ao mecânico. Expliquei o assunto. Estivemos os dois de rabo para o ar a tentar ver o que se passava debaixo do jipe.

Pergunta ele: “Ó menina, o jipe tem ar condicionado não tem?”

Digo eu, já sem perceber nada: “Tem”.

Ele: “Ó menina e estivemos nós aqui a perder tempo para nada”.

Afinal, o ping ping tinha explicação. Era do ar condicionado.

 

Posted by Emília at 18:57:54 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, June 17, 2007

Esta língua portuguesa é a nossa desgraça

Finalmente, é público o relatório da DREN em que é desvendado o mistério do professor Charrua, da professora Margarida e do engenheiro Sócrates.

Segundo esse relatório (cheio de piadas e de graçolas), o arguído (professor Charrua, ex-deputado do PSD e há anos sem saber o que é dar aulas) , “apelidou, com um sentido depreciativo e injurioso, o primeiro ministro, engenheiro José Sócrates, de f… da p…”.

Bem, a DREN deve ter juntado todos os professores doutores lá do sitio para chegar á conclusão que é injurioso e depreciativo chamar filho da puta a alguém.

Nem fazendo uso da mais fina semântica nem da mais apurada hermenêutica consigo vislumbrar o uso da expressão filho da puta como sendo um elogio e um agrado. Mas devo ser eu que estou cheia de má vontade…

Mas tá bem. “Depreciativo e injurioso”. É que eu nunca pensei que os senhores e as senhoras da DREN fossem tão, mas tão inteligentes que conseguissem chegar a uma conclusão destas.

 

 

 

Posted by Emília at 18:01:24 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, June 16, 2007

Não, mais manifs não!

Está uma gaja uns tempos sem debitar no seu-mais-que-tudo blog e, pimba, toma lá telefonemas, protestos, pedidos, cunhas, tentativas (bem sucedidas) de subornos e até a promessa de manifestações.

Pois bem, a pedido de várias famílias e contrariamente ao previsto, voltei.

A vida é coira e o pãozinho e a água não podem ser pagos a prestações. Por isso, entre o trabalho e o conhaque, eu tenho que escolher o trabalho entrecortado com uns golinhos de vodka.

Por entre as queixas da vida, os preços do leite e as birras da canalha, ouvi ontem uma das frases mais brilhantes de sempre. Foi dita, por uma senhora jeitosa, mãe de duas criancinhas e com idade para ter juízo.

“Há homens que emigram porque, em Portugal, trabalham, trabalham e não têm a ponta de um corno. Vão para o estrageiro e começam logo a ter dois” 

E disse isto, sem se rir, no meio de uma conversa pseudo-séria.

Gosto de gente assim: séria, frontal e honesta.

Posted by Emília at 14:16:26 | Permalink | No Comments »