Saturday, April 28, 2007

Aviso

Em meu nome e em nome do meu sócio e das minhas dsecendentes, informamos os interessados os desinteressados que nos vamos deslocar, em período lúdico, à capital.

Por lá iremos permanecer alguns dias nos quais estaremos disponíveis para aceitar convites para pernoitar, pequeno-almoçar, almoçar, lanchar e jantar.

É a oportunidade para os nossos amigos e conhecidos acolherem nas suas casas uma tipica família númerosa oriunda do norte.

Sem custo acrescidos, disponibilizo-me para ensinar o bom português a crianças e a adolescentes.

Em troca de um faqueiro da Cutipol, posso ainda ensinar a fazer rojões e/ou papas de sarrabulho.

Os interessados, é favor contactar a gerência.

Posted by Emília at 22:03:49 | Permalink | No Comments »

Thursday, April 26, 2007

O meu jipe dava um filme

Por razões que não interessam mesmo nada, a minha anterior seguradora não me quis como cliente. Vai daí, urge arranjar outro seguro para o jipe.

Peço auxilio ao meu sócio e ele lá arranja com que um perito (????) da Ok Teleseguro venha ver o carro.

Começou bem o encontro. O homem marcou ás nove da manhãe apareceu ás seis da tarde.

Mas isso até foi o menos importante.

Começa ele: “É ISTO que quer segurar?”

Eu: “ISTO o quê??”

Ele: “É uma forma de falar. O seguro é para este jipe?”, continuou o invejoso com ar de desdém.

Olhou, tirou fotografias, procurou o número não sei de quê, espreitou para o motor, abriu porta, fechou porta e eu, ali, à espera.

De repente, abre com mais violência a porta de trás e fica pasmado (embora o pasmo seja uma característica dos burros) a olhar. “A sujidade não conta para o valor do seguro, pois não?”, pergunto eu.

Acenando com a cabeça, lá continuou a inspecção.

“Por onde é você anda com o jipe”, insiste o parvo do homem.

“Por estradas alcatifadas, forradas a pétalas de rosas”, digo eu.

Bem, o melhor que consegui foi o seguro contra terceiros e uma bonificação por ser mulher.

Afinal, ao contrário do que pensava, até gosto da descriminação positiva.

 

 

 

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Wednesday, April 25, 2007

Esta rapariga vai longe….

Sinto que tenho uma brilhante pensadora cá em casa. Uma filósofa, uma iluminada. Uma criança que, do alto dos seus sete anos, conhece a teoria da caverna, de Platão, e–onde os outros veêm sombras–ela vê luz.

Sei lá, uma primeira ministra inglesa em potência. A beleza da candidata socialista ás eleições francesas. A inteligência de uma Madame Curie. A sensatez da Madonna (que não é nenhuma) e o sentido de oportunidade que não consigo comparar a ningém.

Ainda ontem, por exemplo, muito pensativa, olha para mim e para o pai. Volta a olhar. Reflecte. E lança a chama cheia de crueldade: “Ando aqui a pensar porque é que os adultos desta família têm todos a barriga grande”. Sendo que eu estou grávida, sobrou para o pai que, por muito que se esforçasse, não conseguiu fazer valer as suas razões.

Outra. Aproveita sempre o facto de estar rodeada por muita gente confessar asneiras que fez. Primeiro, diz BEM ALTO: “ó mãe tu não me bates se eu te contar uma coisa pois não?”. E quando já está toda a gente a ter pena da coitada da criança que tem uma mãe sanguinária e a achar que a pobre da menina leva, pelo menos, uma coça por dia, lá vem ela, com voz de anjo, revelar a asneirola sabendo de antemão que já não tenho coragem de lhe dar uma palmada.

Contudo, a cereja em cima do bolo, a que me irrita mais é quando–novamente perante assistência–me faz perguntas embaraçantes como “posso ir á casa de banho”, “ponho beber água”, “posso comer uma bolacha”, “posso comer sopa” e outras perguntas que só uma mãe castradora como eu posso obrigar a ser feitas.

Nunca a rapariga me pergunta de pode fazer isto ou aquilo mas, em frente de terceiros, lá está ela, humilde e bem educada, respeitadora, a pedir licença á mãe para ir fazer xixi.

Sou eu que não a sei educar? 

 

 

Posted by Emília at 08:01:18 | Permalink | No Comments »

Sunday, April 22, 2007

socorro!!!!

Atenção. Parem tudo o que estavam a fazer.

PERDI A MINHA ALIANÇA….

e não há nada pior que uma gaja prenha sem anilha no dedo.

Posted by Emília at 14:05:53 | Permalink | Comments (1) »

Saturday, April 21, 2007

Aprender a ser fina

Vai uma gaja, toda bem disposta, com uma amiga assistir ao concerto (extraordinário, fabuloso, delicioso e espetacular) da Maria João e—eis se não quando–percebe que levou uma data de inculta, parola e, até, de burra.

Pois muito bem, estavamos nós (eu e a minha amiga) deliciadas com a voz da Maria João e com as músicas tradicionais do Brasil quando, mesmo atrás de nós, um casal ía tecendo–em voz audível–os mais variados comentários.

A música linda, a sala fantástica, tudo do melhor até que uma sonb sentada na cadeira da frente se vira para trás e tenta falar comigo. E eu, feita estúpida, cheia de simpatia, ainda lhe pergunto se precisa de ajuda.

Eu: “Diga??”

Ela: “Falem mais baixo que em paguei bilhete para ouvir o concerto”

Eu: “Como?”

Ela: “Fale mais baixo que eu comprei o bilhete e quero ouvir a música”

E pimba vira-se para a frente e começa a bater palmas como se nada fosse.

Ai o caraças.. E então eu nãocomprei bilhete, foi? Entrei à sucapa??? A sensação foi mais ou menos igual aquela que sentimos quando, na escola, o professor nos castiga por uma asneira que não fizemos.

A minha amiga ria. Eu estava cada vez mais enervada.

Acaba o concerto e a gaja levanta-se a bater palmas e mais palmas. Chegou a altura da vingança

Estico a mão, bato-lhe com alguma força nas costas e ela olha para mim:

Eu: “Quer fazer o favor de se sentar”

Ela: “Porquê?”

Eu: “Porque está de pé e está a tapar-me a vista para o palco e eu comprei bilhete, portanto faz favor de se sentar já!”

E ela sentou-se (eramos as duas únicas pessoas da sala que continuavamos sentadas). Senti-me vingada.

Posted by Emília at 21:39:19 | Permalink | Comments (2)

Thursday, April 19, 2007

Teste (parte 2)

Fiz um teste e deu positivo.

Aceito sugestões de nomes. Grandes e fortes.

Embora não refute a possibilidade de ser um rapaz, sinto que vai ser mais uma gaja.

Por isso, surpreendam-me….

Posted by Emília at 14:25:41 | Permalink | Comments (7)

Friday, April 13, 2007

Teste

Hoje fiz um teste e…
Posted by Emília at 10:45:06 | Permalink | Comments (5)

Friday, April 6, 2007

Lugares

Há lugares que são como punhais. Feridas nunca saradas que nenhum betadine cura.

Há lugares que ficam para sempre associados a discussões, a rupturas, a palavras que nunca deveriam ter sido ditas.

Há lugares onde me recuso a ir.

Quando o Carlos Tê escreveu para o Rui Veloso cantar “nunca voltes ao lugar onde já foste feliz”, acho que deveria ter escrito ao contrário. “Nunca voltes ao lugar onde não foste feliz”…

Há dias, sem saber muito bem como, voltei a um desses lugares. Anos depois.

Há feridas que não saram mas acalmam. Reparei na beleza do lugar. Vi como era (é) bonito um lugar a que eu só associava tristeza. Tem árvores, flores, água a correr e um cheiro a musgo inesquecível.

Lembrei-me de todas as palavras que me aleijaram (e das que eu, concerteza, também fiz doer) mas tudo parece ter perdido importância.

Estivemos a dar bolachas as peixes, a apanhar “flores mortas”, como as minhas filhas chamam ás flores que caem das árvores, e ficamos por ali a deixar passar o tempo.

Há lugares mágicos e eu conheço um.

 

 

 

 

 

 

Posted by Emília at 12:21:24 | Permalink | No Comments »

Thursday, April 5, 2007

Sondagem

No ponto que as coisas estão, só vejo uma forma de as resolver: Vamos a votos.

A resposta, única e democrática, só pode ser SIM ou Não.

Toca a responder, se faz favor.

 

O JOSÉ SOCRATES É ENGENHEIRO OU NÃO????

Posted by Emília at 17:06:44 | Permalink | Comments (4)

Monday, April 2, 2007

Filhos e Afilhados

Proponho desde já e antes de mais nada que, para além do subsídio de Natal e do subsídio de férias, seja criado um subsídio de Páscoa.

Não é por nada, mas sete afilhados não são compatíveis com o meu orçamento familiar….

Vamos por partes. A furia começou já na semana passada quando decidi pegar numa das afilhadas de dez anos e leva-la ás compras.

Sem exagero, juro, entramos em mais de vinte lojas. Primeiro com critério: a Benetton, a Zara, a Tiffosi. Depois, já sem critério nenhum: entravamos em todas as lojas de roupa e de calçado que nos apareciam á frente. Foram duas horas de suplício, de calvário digno da semana santa, em que eu só lhe dizia “compra qualque coisa” e ela só me respondia “não gosto”.

Finalmente, voltou à primeira loja em que tinhamos entrado e comprou uma camisola de manga curta.

Portanto, este tratamento de choque, abriu-me os olhos: o resto das prendas para os outros afilhados, fui eu que comprei, metendo em cada saco o respectivo talão para a troca. Acabaram-se as chatices.

Mas a Páscoa não é só isto, ah pois não.

Domingo de Ramos, dia de acompanhar as filhas á missa com o respectivo ramo de oliveira. Muito bem. Sim senhor. Lá estavamos nós prontinhos para missa das dez.

Entro na igreja e começo a ter vontade de chorar. A sério. As lágrimas caíam insistentemente e de forma descontrolada.

Por entre o riso do eu sócio e as dúvidas das minhas filhas, estava eu–que nem uma madalena arrependida–a chorar a morte de cristo.

Depois das lágrimas, foi a vez do nariz. Espirro atrás de espirro num sinfonia primaverial com cheirinho a cordeiro pascal.

Finalmente percebi, a causa de tanta lágrima eram as flores e os ramos de oliveira que se viam em toda a igreja. Para quem pensa que é fácil ser católico e cumprir os preceitos, cá está a prova de que não é nada fácil reger-se pelo calendário cristão.

Por tudo isto (e não só), vamos de férias e voltamos a tempo de abrir a porta para o compasso entrar na nossa casa.

Posted by Emília at 18:09:38 | Permalink | No Comments »