Merci
É só para dizer que hoje, este bloguinho atingiu as 20 000–VINTE MIL–VISITAS.
Muito Obrigado a Todos. Vamos seguir tranquilamente com tranquilidade….
É só para dizer que hoje, este bloguinho atingiu as 20 000–VINTE MIL–VISITAS.
Muito Obrigado a Todos. Vamos seguir tranquilamente com tranquilidade….
A minha criança de sete aninhos teve que fazer uma cópia para trabalho de casa.
Para que ninguém duvide da minha sanidade mental, faço questão de a transcrever, com anotações minhas.
“Cópia
No Sábado a Zélia foi ao Zoo da Maia (isto é publicidade, não é?)
Lá viu um pavão, um camelo, um macaco, um leão, uma jibóia, um cágado e um papagaio na gaiola (e onde está a Sociedade Protectora dos Animis, onde?).
Foi de mão de dada à mãe e ao pai até ao lago da foca e à toca do leão (no mínimo, bucólico….)
Ao meio-dia ficou com fome e foi ao café (que é um belo local para almoçar, pois é).
No café comeu um belo bife de vaca e bebeu um sumo de limão, a mãe comeu uma (reparem bem no pormenor da dieta, UMA) batata cozida e bebeu água e o pai comeu uma salada de tomate e azeitona e bebeu um fino”.
É claro que a minha rapariga não sabia o que era um fino nem porque é que a mãe bebeu água e o pai bebeu cerveja nem porque é que o pai comeu salada e a mãe uma batata cozida.
Anda na primeira classe, tadinha. E cópias assim….profundas.
Pior que as sete pragas do Egipto de que fala a biblía e que eu, apesar de não saber bem o que é, garanto que é uma coisa má, só mesmo um marido doente.
“Um copo e água”. “Uma chávena de chá”. “Um comprimido”. “Doi-me a cabeça”. “Doi-me a barriga”. “Tenho que ir ao médico”…enfim. Um reportório inesgotável. Com a agravante do meu sócio apanhar tudo que as filhas apanham. Elas têm gripe, ele tem gripe; elas têm uma virose, ele tem uma virose; elas têm escarlatina, ele tem escarlatina…
Ontem acordou “a morrer”, tão doente que se sujeitou a que eu o conduzisse até ao hospital.
Bem, devo dizer que, numa viagem de dez quilómetros, rompi mais pneus que num mês inteiro tal era a intensidade com que o homem gritava “traaavvvvaaaa”.
E estava doente.
Defenitivamente é impossivel conduzir á beira do gajo com quem nos casamos. Juro que, se eu conduzisse todos os dias com ele ao lado, já estava divorciada. É que não dá mesmo.
Para além da ginástica que faz com os braços, pernas e cara (ai o que ele remexe os olhos!), fala, grita, dá ordens.
A meio da viagem avisei-o que, ou ele se calava, ou ficava ali, na berma da estrada á espera da ambulância mas nem assim.
Já no fim da consulta, antes de regressar a casa, comigo ao volante, ainda lhe perguntei: “Vais estar calado ou tenho que ir ao médico pedir para te dar medicação para dormir?”.
Na verdade não se meteu com a forma brilhante como eu conduzi.
Em vez disso, fez questão de descrever ao pormenor as enfermeiras estagiárias que lidaram com ele: a forma como lhe tiraram sangue, a forma como lhe colocaram um penso no braço, em cima dos pelos, para ele ver como doi fazer a depilação e coisas do género.
Venha o diabo e escolha.
É quase como a Coca-Cola: Primeiro estranha-se e depois entranha-se.
Na Era da comunicação global, em que é possivel falar e tempo real com alguém do outro lado do mundo; em que os emails, o msn e essas coisas todas facilitam a massificam a comunicação, não deixa de ser estranho descobrir mensagens à moda antiga.
Vai uma gaja na estrada e, pendurado numa passagem superior, lá está um pano branco com a inscrição: “Amo-te Carla”. Eu, que não me chamo Carla, até senti um certo azeite a escorrer-me pela cara…
Mais à frente, outra novidade: “Amo-te minha linda menina”. E coisas do género.
Contudo, no top das informações/recados está uma mensagem fabulosa, escrita numa placa á entrada de uma via-rápida por onde passo muitas vezes: “Teixeira anda devagar”. Embora sem lá estar escrito “amo-te” ou “amor”, esta é, sem dúvida, uma bela mensagem.
Do género desta, só uma, escrita numa parte aparentemente inacessivel para alguém que não o Homem-Aranha, na famosa Torre de Paris. Lá no alto, bem no alto, no meio de ferros retrocidos, está lá para quem quem quiser ver: “Viva o PCP. Ermesinde a concelho”.
Serão grafitis modernos ou uma espécie de Arte Nova?
Estava a Rádio Televisão Portuguesa a transmitir uma reportagem sobre os protestos populares contra o encerramento do Serviço e Urgência em Valença, quando–subitamente–reparo na forma atenta como a minha filha mais nova olhava para a TV.
De megafone na mão, uma popular gritava a plenos pulmões “queremos justiça, queremos justiça”.
A minha pequena tentava fazer o mesmo mas gritando “queremos chouriça, queremos chouriça”.
E, de repente, pergunta: “ó mãe porque é que aqueles senhores estão ali a gritar que querem chouriça”?
(ainda me estou a rir)
A lingua portuguesa é mesmo muiiiiittttoo traiçoeira…
O tio Alberto João disse, a propósito de referendo sobre a despenalização da IGV, que os políticos portugueses não têm “testículos”.
Ora bem. Será que o Alberto João não é político?
Será que o Alberto João não é português?
Será que o Alberto João não é um político português?
Será que o Alberto João queria dizer tomates em vez de testículos?
Será que o Alberto João existe mesmo?
Era para ser um jogo pedagógico. Uma actividade lúdica, feita com bolas de ténis que atiravamos uns aos outros.
Era. Mas não foi.
O meu “parceiro”, uns três metros à minha frente, era um simpático rapaz mais baixo que eu cerca de 10 cêntimetros.
Foi o suficiente.
Na primeira vez que lhe atirei a bola, acertei-lhe em cheio na testa.
Ele queixou-se das dores mas o jogo deveria continuar. As gargalhadas dos outros é que não ajudaram nada e o jogo acabou logo ali, com cada um a segurar na barriga e a rir a bom rir.
E, digo eu, não há jogo pedagógico que faça melhor que uma barrigada de riso….
Ando a lutar contra o computador que me impede de escrever textos com mais de mil plavras.
Assim, depois de três tentativas falhadas de relatar como arranjei a buzina do meu jipe, sucintamente digo apenas que já tenho gaita.
Graças a uma pinça e ao meus dentes, a buzina já funciona.
Coisas de gaja.