Era uma prenda para o meu sócio. Eu era apenas intermediária entre o emissor e o receptor. Género, “olhe se não se importa, leva esta garrafita de vinho Bordeaux para o seu marido”. “Pois não me importo mesmo nada”, digo ao mesmo tempo que tento esconder a saliva que me escorre pelos cantos da boca….
Sem embrulho, meti a garrafa no chão, junto ao banco da frente. Juro que não sei o que aconteceu, mas, numa travagem menos suave, PIMBA, partiu-se a garrafa.
Caraças. Para além de ter que explicar ao meu parceiro o que aconteceu (bá lá, eu sei que tu lês o blog. Desculpas?), o jipe fede a vinho.
Se a polícia me manda parar nos próximos dias, nem sequer preciso de fazer o teste de alcoolémia tal é o cheiro a vinho que paira no ar. Rebenta a escala.
Já estou a ver o filme: “Ó senhor polícia, parti uma garrafa de Bordeaux dentro do jipe”. E o polícia, a coçar o bigode, e a tirar o livro das multas do bolso: “pois, pois, tásse mesmo a ver, tásse, tásse”.
E prontos. Não sei que fazer. Chama-se a isto ter a fama e não se deitar na cama, ou para os mais lentos, cheirar a vinho sem sequer o provar.