Friday, December 29, 2006

Tenham medo, muito medo

Uma visose passou por aqui e escolheu-nos para se alojar.

Estamos todos como havemos de ir. Febre, tosse, dores por todo o lado…

Uma boa forma de terminar o ano, é o que é!!!

Por via das coisas, hoje lá escrevi  mais uma tese de mestrado no livro amarelo de um hospital das redondezas.

Só espero que 2006 tenha sido o pior de todos dos anos. Para todos.

Posted by Emília at 19:08:17 | Permalink | Comments (3)

Thursday, December 28, 2006

abandonadas

“Ó mãeeee”, quando as conversas começam assim, o meu instinto maternal (seja lá o que isso for) sai da caixa e põe-se alerta. “Ó mãeeee”, continua a minúscula cada vez mais enroscada em mim. “Filhaaaa”, respondo eu, a gozar (só um niquinho) com ela.

“É verdade que eu e a M. fomos abandonadas e tu nos foste buscar a um caixote do lixo”????

“Quê? Explica lá isso outra vez”, peço eu já um bocadinho em pânico.

“Como se tu fosses muito burra?”, atira ainda a minúscula.

E voltou a perguntar: “A M. disse que nós tinhamos sido abandonadas no lixo e que tu e o papá  nos foste lá buscar”…

(Ok. Calma. Respira fundo. Não te rias. Não chores. Não grites)

Já passaram dois dias desde a famosa pergunta. Tanto eu como o pai já lhes explicamos milhentas vezes que não. Que não é verdade. Que estiveram as duas dentro da minha barriga. Que nasceram no hospital. Mostramos fotografias. Supostamente o devaneio estava esclarecido.

Mas não está. É tema de conversa com as amigas e as gajas até se gabam da história trágica que “viveram”.

Agora estão de castigo. Mas, basicamente, está-me a escapar qualquer coisa nesta história recambolesca que me fazl lembrar o “Fado do Desgraçadinho”.

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Wednesday, December 27, 2006

mais uma…

Confesso que nunca liguei muito ás aulas de quimica e de física. Tirava notas para passar de ano e maiznada. As tabelas periódicas, a composição da matéria, as temperaturas….passaram-me um bocadinho ao lado. Daí que, não percebia muito bem as risadinhas disfarçadas, as gargalhadas incontidas, os sorrisos marotos quando eu, como quem não quer a coisa, comentava que, de manhã, o jipe tinha dificuldade em arrancar porque “tinha o gasóleo congelado”.

Pois bem, só agora é que o meu adorado sócio me explicou que o gásoleo não congela (abençoado sejas!).

Com amigos destes, quem precisa de inimigos???

um grande bem-haja a todos os que me ouviram dizer esta calinada montes de vezes e nunca me explicaram que o gasóleo não congela.

 

Posted by Emília at 12:24:01 | Permalink | Comments (3)

Monday, December 25, 2006

A sério…

O que eu gosto mais no Natal é de ver as pessoas mascaradas.
Posted by Emília at 22:37:33 | Permalink | Comments (2)

Sunday, December 24, 2006

E agora, algo completamente diferente…

A todos um bom Nataalll, a todos um bom Nataalllll

Que seja um bom Natalllll

Para todos nóóóssss!!!!

Posted by Emília at 16:16:06 | Permalink | Comments (2)

Friday, December 22, 2006

Obrigado. Bigado. Bigadinho.

Há um ser humano maravilhoso que não se esquece de mim e que eu não sei quem é.

Manda-me mensagens para o telemovel no meu aniversário, na páscoa, nas férias, quando o FCP ganha e no Natal.

Hoje lá estava: “Boas Festas”. Assinado: “JC”.

Não sei quem é. Se é homem ou  mulher, só sei que é JC e que o número de onde as mensagens são enviadas é anónimo.

JC? JC?

Será Jesus Cristo???

(Ai caraças que eu já pareço a Alexandra Solnado, a tal que fala com Deus….)

Posted by Emília at 19:26:24 | Permalink | Comments (2)

Thursday, December 21, 2006

Se isto é um Homem…

E dizia a senhora por entre embrulhos, laços e sacos:

“Ó meu amor, os Reis Magos são três: Dois homens e um preto”.

(juro que não é inventado. juro que cada vez menos me apetece pactuar com estas coisas bacocas. juro que o menino-Jesus faz anos. juro que é Natal. juro que vivo em Portugal. juro que é Dezembro e que estamos no século XXI)

Posted by Emília at 18:50:57 | Permalink | Comments (4)

Wednesday, December 20, 2006

Encontro

Esta manhã, encontrei-me com um morto.

Estava parada numa fila de trânsito, olho para o lado, e lá estava um carrinha funerária com um caixão.

Nem a beleza das flores me acalmaram.

Senti-me mal. Quase a gritar para que o sinal ficasse verde. Assustada. Cheia de medo. Verdadeiramente incomodada ao ver, ao meu lado, um morto desconhecido.

Os que nos são queridos, mesmo depois de mortos, continuam a ser nossos. Aquele era um morto anónimo que me assustou.

Tenho andado a pensar nisto…

Posted by Emília at 14:39:40 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, December 19, 2006

Bordeaux

Era uma prenda para o meu sócio. Eu era apenas intermediária entre o emissor e o receptor. Género, “olhe se não se importa, leva esta garrafita de vinho Bordeaux para o seu marido”. “Pois não me importo mesmo nada”, digo ao mesmo tempo que tento esconder a saliva que me escorre pelos cantos da boca….

Sem embrulho, meti a garrafa no chão, junto ao banco da frente. Juro que não sei o que aconteceu, mas, numa travagem menos suave, PIMBA, partiu-se a garrafa.

Caraças. Para além de ter que explicar ao meu parceiro o que aconteceu (bá lá, eu sei que tu lês o blog. Desculpas?), o jipe fede a vinho.

Se a polícia me manda parar nos próximos dias, nem sequer preciso de fazer o teste de alcoolémia tal é o cheiro a vinho que paira no ar. Rebenta a escala.

Já estou a ver o filme: “Ó senhor polícia, parti uma garrafa de Bordeaux dentro do jipe”. E o polícia, a coçar o bigode, e a tirar o livro das multas do bolso: “pois, pois, tásse mesmo a ver, tásse, tásse”.

E prontos. Não sei que fazer. Chama-se a isto ter a fama e não se deitar na cama, ou para os mais lentos, cheirar a vinho sem sequer o provar.

Posted by Emília at 17:27:36 | Permalink | Comments (4)

Monday, December 18, 2006

……

…..não sei se sabem que começaram as férias da escola e eu não me sinto psicologicamente preparada para o que me espera….
Posted by Emília at 18:47:25 | Permalink | Comments (1) »