Acho que sim
Olhe, sei lá. Acho que sim. Pronto. Admito que outros pensem outra coisa, tá bem. É a liberdade de pensamento. Mas eu, olhe, sei lá, estou virada para aquilo. Acho que sim. Que até devia ser obrigatório. Que maçada. Estas coisas deixam-me cansada só de pensar nelas. Pois, assim, à primeira vista, parece-me sim. Que era uma grande coisa, lá isso era. Era o fim dos desvarios. Das maluqueiras. Das perdições. E é preciso não esquecer que “estar vivo é o contrário de estar morto”. Que a direita é o contrário da esquerda. Que a noite é o contrário do dia. Mas, realmente e pensado bem, acho que sim. Que devia existir. Até acho que devia ser o governo a tratar disso. O Sócrates que é rapaz tão jeitoso! Olhe, ele ou o, como é que ele se chama, ai tenho aqui o nome debaixo da língua, o António Costa ou Pedro Silva Pereira. Qualquer um deles tem capacidade para fazer uma coisa dessas. Eles são doutores e engenheiros. Ou então o Paulinho Portas também é homem para fazer isso. Mas, agora que fala no assunto, acho mesmo que se devia criar já, imediatamente e de imediato, com carácter de urgência e dispensando mesmo a publicação em Diário da República, da nova medida. Afinal se nos hipermercados, nos parques, nos centros comerciais e em todo o lado há os chamados “ponto de encontro” para que, quem estiver perdido da família ou dos amigos, se possa reencontrar, porque é que não existe um “ponto de encontro” para os que estão perdidos na vida??? Sei lá, eu acho que devia haver. De repente, voto sim. Mas não acha que tenho razão?