Fumo, muito fumo…
Estive a pensar. Tenho, aliás, pensado muito mais que o habitual. Direi mesmo que o próprio nevoeiro que se faz sentir pode mesmo ser o fumo que sai da minha cabeça para que, finalmente, surja a luz e a claridade.
E as perguntas são: Quanto vale o nosso trabalho? O meu posto de trabalho está à venda?
Começam agora a surgir as respostas, para desgosto de muita gente. O meu trabalho não tem preço. O meu posto de trabalho não está à venda. Não faço negócios em que, de um lado, está o trabalho digno, e do outro, o trabalho precário.
Eu acredito que somos capazes de inverter situações, de evitar tragédias, de mudar o rumo. De mostrar que a moral, a dignidade, a verdade e os valores humanos ainda significam alguma coisa.
Eu sou assim. Mais vale quebrar que torcer. Prefiro a incerteza de um emprego ao sabor, ligeiramente acre, de uma indminização.
Não consigo, sequer, entender como há pessoas (amigos, colegas) que aceitam vender o emprego….
Vou à luta. Nem que vá sozinha.
“As árvores morrem de pé”, já dizia o poeta. E não há nada que chegue à dignidade de uma árvore.