Tuesday, October 31, 2006

Cabelinho à Paulo Bento

Juro que este é um dos melhores blogs que conheço.

Votem, pleassssseee. http://cabelinhoapaulobento.blogspot.com/

Posted by Emília at 13:04:11 | Permalink | Comments (2)

Que saudades

Estava a ver que nunca mais. Fogo.

Uma gaja muda de carro por uns dias e a GNR deixa de a mandar parar? Mas que é isto? Ou há moralidade ou comem todos…

Agora sim, voltei ontem ao meu jipinho, e esta manhãzinha, os meus fãs (que por acaso são agentes da GNR) lá estavam eles, sorridentes, de bem com a vida, à minha espera.

“Bom dia. Já tinha saudades vossas”, digo eu.

“E nós da menina”, diz um agente como que adivinhando o quanto eu gosto que me chamem menina.

“Então, e desta vez que vai ser”, pergunto, olhando para o balde e a vassoura com ía lavar o jazigo onde está sepultado o meu pai. E para picar: “Não me diga que o balde a vassoura vão sem cinto”…

“Tá muito bem disposta, a menina”, volta a dizer o mais jeitoso dos agentes. “Hoje, manda-mo-la parar só mesmo para lhe dizer bom dia e para saber se está tudo bem com o jipe”.

Tá bem abelha. Vou ver se não me esqueço de lhes mandar uns bonbons de licor pelo Natal para, logo a seguir, os por a bufar ao balão.

Posted by Emília at 12:48:47 | Permalink | Comments (3)

Monday, October 30, 2006

Quando o Homem quiser…

E, de repente, sem que nada o fizesse prever, vai uma gaja ás compras e é pais-natal por todo o lado, luzinhas, bolinhas, fitinhas e o Menino-Jesus.

Por entre os iogurtes, a oferta de uma bola para o pinheirinho; por trás do repolho, a promessa de que as melhores compras para o Natal serão ali, naquele hipermercado.

E surgem as primeiras dúvidas: Chegou o Natal e ninguém me avisou? Haverá um novo calendário que passa do mês de Outubro para o de Dezembro? Pagaram-me o 13º mês e eu não dei por isso?

Eu sei que o Natal é quando o Homem quiser. Eu própria, mais um grupo de amigos, já fomos cantar os reis em Agosto, mas não será cedo demais para anunciar as compras natalícias.

E tudo isto ao mesmo tempo em que são revelados dados que indicam que as famílias portuguesas estão cada vez mais individadas no que diz respeito ao consumo….

Talvez por tudo isto, á minha caixa de correio estejam já a chegar catálogos de brinquedos.

É como diz o Miguel Torga. É Natal e só o Menino-Jesus não está presente. Esqueceram-se de o avisar.

Posted by Emília at 16:51:40 | Permalink | Comments (3)

Sunday, October 29, 2006

Boas notícias!

1ª-O FUTEBOL CLUBE do PORTO ganhou ao benfica.

2ª- O GLORIOSO FCP ganhou ao benfica.

3ª- O MEU querido FCP ganhou aos lampiões.

4ª- Eu e o meu sócio fizemos um acordo que dura até novas negociações: Ele trata das catequeses, das missas e  afins e eu assumo o pelouro das reuniões de pais, conversas com os professores, livros e material escolar. O acordo implica ainda que nem eu meu me meto no pelouro dele nem ele no meu. Isto, claro está, só é válido para transportes e disponibilidade temporal. De resto, todas as decisões são tomadas em conjunto.

5ª- O meu jipinho já esté em casa. Melhor que nunca e cheio de saudades das minhas travagens bruscas, dos estacioamentos á “mulher de empreiteiro” e das mil e uma coisas que as minhas descendentes fazem questão de colocar no seu interior.

6ª- Na festa das bruxas que uma amiga realizou ontem (ou “aloin”, como escreve a descendente letrada), disseram-me que eu estava (Atenção: ninguém disse que “eu era”) uma bruxa muito bonita.

7ª-O FCP ganhou ao slb. (não sei se já tinha dito????)

 

Posted by Emília at 09:43:49 | Permalink | Comments (3)

Saturday, October 28, 2006

Casal exemplar

Ela: “Então, já sabes quem ganhou as elieções no benfica?”

Ele: “Que piada. Tu não querias era que eu fosse votar”

Ela: “Só te quero dizer que vi agora na televisão que, quem ganhou, foi a abstenção”

Ele: “És mesmo portista. Vê se dormes e chega para lá esses pés gelados”

Ela: Encolhe os ombros e tenta dormir.

Ele: Como uma voz vinda do além, começa a cantarolar baixinho “slb, slb, slb”

 

Aqui está um grande exemplo de harmonia familiar, de diálogo e de tolerância.

Se não fosse assim, o benfiquista mor cá da casa, nessa noite, tinha vindo dormir para o sofá

 

 

Posted by Emília at 21:26:24 | Permalink | Comments (1) »

Friday, October 27, 2006

Help me

A minha mãe telefonou-me agora.

A minha mãe tem 75 anos.

A minha mãe quase não vê mas, mesmo assim, insiste em ler jornais e revistas.

A minha mãe não sabe quem é a Cinha Jardim e nunca me perguntou que era a senhora.

A minha mãe não sabe quem é a Isabel Herédia enunca me perguntou.

A minha mãe telefonou-me agora a perguntar quem é a Elsa Raposo e porque é que ela faz tantas operações aos braços…

ó ó ó ó Elsssssaaaa

Posted by Emília at 14:55:55 | Permalink | No Comments »

Thursday, October 26, 2006

O diabo veste vermelho

Ok. Confesso. A nossa vida familiar está um caos. Trambolhões. Doenças. Canalha a comer cabelo da barbie. Canalha com o pescoço cheio de ganglios. Chatices sérias no trabalho. Carro avariado e rebeubeu-rebeubeu.

Mas, finalmente, tudo foi esquecido pela maioria da família. A luz já se vê ao fundo do túnel. A alegria voltou.

A espectativa é enorme. Os doentes ficaram curados mesmo sem que Deus descesse à terra.

E porquê???  De onde vem tanta euforia???

(que vergonha de escrever isto)

Há eleições no benfica. Só há um candidato tendo, desde já, a vitória assegurada, mas isso não interessa mesmo nada, como diria a grande profissional Teresa Guilherme (a mesma que disse a célebre máxima “quem tem ética passa fome”)

O importante é que o povo vai votar, pela primeira vez, através de um sistema eletrónico que (diz o meu sócio) está a servir de experiência à Comissão Nacional de Eleições.

E assim vai o mundo. Com umas eleições onde o vencedor já é conhecido mesmo antes dos votos, a minha família voltou a ser o que era: alegre, feliz, animada e….vermelha.

Nunca mais é sábado para eu ler a GRANDE entrevista que o GRANDE PINTO da COSTA deu ao semanário SOL… 

 

Posted by Emília at 21:32:50 | Permalink | Comments (4)

Para que conste!

Apenas para que conste e para que fique registado “em acta”, já obriguei a minha filha maiúscula a prometer (sob ameaça de se acabar a Floribella, os jogos do benfica, as clicletes e afins) de que, quando, na escola, o professor pedir palavras começadas pela letra “M”, ela está absolutamente proíbida de dizer “merda”.

Posted by Emília at 13:42:44 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, October 25, 2006

Linguagem

Conforme a minhas descendentes vão crescendo, vai mudando a linguagem cá em casa.

Em vez daquelas palavras lindas e profundas que traduzem verdadeiramente o que sentimos por algumas pessoas ou situações, a linguagem vai sendo alterada por palavras mais neutras como “otário”, “básico”, “filho da mulher da fruta”, “carvalho” e afins.

Pois bem, tal como gostamos de fazer em casa, também o professor da minha filha, gosta de jogar ao jogo das palavras. É assim, dizemos uma letra e todos têm que dizer palavras começadas por essa letra.

Ontem, na escola, foi a vez do “O”. Diz a rapariga: “Otário”.

E, segundo a versão da pequena, o professor fez uma cara “estranha” e pediu-lhe que repetisse.

Ela responde novamente “0tário”.

“Sabes mãe, o professor olhou para mim muito sério e disse-me que aquela palavra era muito feia e que eu não a devia dizer. E foi então que eu lhe expliquei que tu dizias muitas vezes isso e que até chamavas otários a alguns senhores que apareciam na televisão”.

Resumindo e concluindo, a minha fama e boa reputação devem andar pelas ruas da amargura na escola da minha criança.

 

Posted by Emília at 11:21:15 | Permalink | Comments (1) »

Monday, October 23, 2006

Carro novo, piadas novas

A ingratidão é o pior dos sentimentos. Magoa-me profundamente. Prometo vingança. Ameaço que, para a próxima vai tudo a pé. Mas nada resulta com pessoas ingratas.

Filhas, mãe, primas e primos, vizinhos e toda a gente que eu GRATUITAMENTE transporto todos os dias para os mais variados locais, voltaram (sim, isto é eufemismo)  a tecer os mais variados e maldosos comentários sobre a minha corajosa condução.

Basicamente, o jipe avariou. Não sei bem, mas acho que o mecânico me disse que tinham que substituir a bomba (?) de injecção. De qualquer forma, já passei a pasta ao meu sócio para que ele trate do caso.

Avante. Após dois dias sem carro, decidi ir ao stand onde comprei o cavalo indomável.

Depois de informada sobre a localização do gabinete do chefe, decidi entrar e sentar-me num confortável sofá a jogar uns joguitos numa maqineta com mais de dez anos.

Duas horas depois, já eu quase ressonava no sofá e já tinha arrastado uma pequena mesa para pousar as pernas, entra o homem.

“Mas que é isto?? Não há educação nenhuma! O jipe não está pronto, tem que esperar lá fora e o tempo que for preciso. Era o que faltava vir dormir para o meu gabinete” e outras coisas do género.

Meia ensonada, perguntei-lhe se não podiamos tomar um café antes de começar a conversa até porque eu tinha tirado o dia para tratar do “dossier jipe” e, portanto, tinha tempo.

Depois de um café à borliu, já mais calmo, o empresário do ramo automóvel tentou explicar-me a situação. Que a oficina não tinha culpa. Que a marca não enviava as peças. Que eu não pagava nada porque ainda estava dentro da garantia. Que tinha que ter calma. Que as mulheres se enervam muito. Que bastava ver a ministra da educação. Que eu até era uma pessoa educada e simpática. Que o desculpasse pelas palavras que tinha dito há minutos e que me telefonavam quando o jipe estivesse reparado. Bom dia. Até à próxima.

As coisas só começaram realmente a azedar quando eu lhe disse que não saía dali sem um carro de substituição. Voltei a sentar-me no sofá e deixei-me estar.

Não senhor. Não pode ser. Não está no contrato. Que ando a ver muitos filmes. Se queria mesmo um carro, era melhor alugar um ou falar com o meu seguro….e eu só ouvia o Quim Barreiros a cantar no sistema sonoro da empresa qualquer coisa como a “garagem da vizinha, tiro o carro e ponho o carro”.

Mais ou menos duas horas mais tarde, quando o raio da máquina já me estava a ganhar aí por uns trezentos a zero, volta o homem.

“Então, ainda cá está? Vá-se embora”, diz o empresário.

“Basicamente não quero saber do contrato de compra e venda para nada. Ou me emprestam um carro ou eu telefono à DECO e resolvemos as coisas a mal”.

Dois minutos depois, lá tinha um carrinho á minha espera. Sem cheta de gasóleo (aliás, devo confessar, que já lhe mandei meter 10 euros de gasolina, assumindo, depois, todas as implicações inerentes).

Não sei a marca do carro. Sempre que páro, tenho que andar a espreitar para dentro de cada carro cinzento que encontro para ver qual é o meu.

É pequenino demais para o meu ego. Não percebo nada dos botões. Não sabia acender as luzes o que me obrigou a andar uns quilómetros com os 4 piscas ligados. Não sei ainda como funcionam os limpa-parabrisas. Em pleno dia de sol, a escova do vidro traseiro andou acima e abaixo vezes sem conta.

E assim acontece. Parece que passei de um camião para um bicicleta. Só faço ponto de embraiagem com o travão de mão e, mesmo assim, a viatura farta-se de “ir abaixo”

É claro que também não sei meter a quinta mudança.

Por tudo isto, estou cheia de ouvir protestos de que não sei conduzir, de que têm vergonha de andar comigo, de ouvir “traaavvvva”, “devvvaaaggarrr” , etc, etc.

Já vamos na segunda semana e da oficina ninguém diz nada.

Não sei bem como interpretar o assunto.

Mas tenho tantas, mas tantas saudades do meu jipinho…

Posted by Emília at 23:43:33 | Permalink | Comments (1) »