ó manel não era preciso….
Soube agora pela SIC que o professor Manuel Maria Carrilho fala de mim no livro que apresenta esta tarde.
Na verdade, não fiquei muito surpreendida. Pelo que vi, o marido da Bárbara escreveu um texto de “escacha pessegueiro” da primeira à última página.
Tudo o que mexe, tudo o que pensa, tudo o que tem opinião e não se inibe de a manifestar, leva por tabela. O pai do pequeno Dinis Maria acusa tudo e todos pela derrota que sofreu nas últimas autárquicas, quando se candidatou á câmara de Lisboa. Sem citar o meu nome, eu estou entre a massa anónima que ousou comentar a forma americanizada como fez toda a campanha.
Manel, amigo, eu não voto na capital. Já me lixas-te a vida uma vez com os teus livros sobre retórica e argumentação (mas tirei 15 na nota final, embrulha), mas agora tem calma.
Basicamente eu, e–desculpa que te diga–a maioria das pessoas que tiveram o desplante de nos jornais, nos cafés, nos ginásios e até à mesa de jantar, discordar de ti não foi por mal.
Sei lá, custou-me um bocado ver um filósofo, um homem inteligente como tu, ir buscar o Dinis e Bárbara para o vídeo da campanha. Também me custou ver o Carmona a ganhar as eleições não por mérito próprio, mas por “desmérito” dos outros.
Vá lá, não te enerves.
Vais ter uma carrada de processos ás costas e vais ter que te defender. Tu, Manuel, que foste o melhor ministro da cultura que Portugal já teve.
beijinhos para o Dinis Maria e não o ponhas já a ler os Pré-Socráticos.