Wednesday, May 31, 2006

Serviço Público

Eu sei que este blog tem leitores apesar dos poucos comentários escritos. Portanto, e tendo em conta a necessidade premente de ser entendida, decidi criar uma rubrica chamada “Serviço Público”.

“E o que é isso?”, perguntam vocês.

Passo a explicar. Nós, as Mulheres, entende-mo-nos quando falamos umas com as outras. Mas temos alguma dificuldade de entendimento quando falamos com gajos.

Assim, proponho-me–á medida que me for lembrando das frases ou palavres e sempre que achar necessário–ilucidar os rapazes sobre o que REALMENTE queremos dizer.

1º–”Aquele gajo é aleijadinho”-Não, o tipo não é maneta, nem manco, nem coxo. O tipo é BOM como o milho. É aleijadinho de bom.

2º–”Hoje o Benfica joga em casa”-Não, amigos, não é de futebol que falamos. Quer dizer que estamos com o período.

3º–”Aquilo é 0800″. É de borla. Tal como as chamadas que são feitas por qualquer número que começe por 0800 não se pagam, este é o código para dizer que o perfume, o anel, as meias ou a bolsa foram uma oferta.

E por hoje chega que não vos quero maçar mais. As cabecinhas masculinas não são muito pensadoras e é melhor não abusar…

Posted by Emília at 14:14:51 | Permalink | Comments (6)

Nem sei que diga…

 

Escrevi eu, há alguma horas, que me ia conter nas asneirolas e já vou ter que dizer algumas!

Ora bem, o facto é que a língua portuguesa é mesmo muito, mas muito traiçoeira.

Estou a chegar da piscina. A professora de natação fartou-se de dizer ás gajas que me acompanham que era preciso ter atenção á turbulência da água. Que a agitação da água podia fazer originar lesões, perigos, rebéu-béu pardais ao ninho..

Estava a senhora da falar da turbação e pergunta uma cota:

“Ó professora, mas…turbação como?”

E a aula acabou logo ali, dez minutos depois de ter começado.

Em vez de natação, tivemos aulas de contorcionismo de tanto rir…

No meio das gargalhadas tive que contar outro azar de linguagem que faz parte do anedotário jornalistico nacional.

Elisa Ferreira era ministra do ambiente e esteve em Santo Tirso a inaugurar uma ETAR.

O local onde foi construída a ETAR chamava-se e chama-se Rabada.

Diz o jornalista (que ainda hoje é meu amigo): “A ministra Elisa Ferreira está em…Rabada”. E não teve tempo de dizer mais nada. Porque jornalistas e comitiva não conseguiram controlar o riso…

(desculpa marido mas isto não são palavrões. É a língua portuguesa que é rica em armadilhas)

 

 

Posted by Emília at 00:13:54 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, May 30, 2006

Censura

Bem, como isto é um espaço familiar (embora só eu bata por letra, como diz o Quim Barreiros), é importante ouvir a opinião dos outros membros da familia.

Assim sendo, e tendo em conta todo o amor, respeito e consideração que eu tenho pelo Homem que casou comigo há dez anos, a partir de agora não vou mais escrever palavrões neste blog. Só palavrinhas. Meiguinhas. Lindinhas. Queridinhas.

Nada de palavras feias, de pecados e de maus exemplos.

Portanto, vamos dar dignidade ao que deve ser digno.

Até porque tenho duas filhas para criar e não me apetece nada ouvi-las a dizer asneirolas como a mãe. Na verdade, a mais pequenita já diz coisas do género “P… de boneca”, “car… de camisola” e coisas do género (é verdade marido, a realidade é dura…).

Assim, fiquem com Nosso Senhor Jesus Cristo, vão pela sombra e que os anjinhos vos guiem.

 

Posted by Emília at 18:23:42 | Permalink | No Comments »

A primeira vez

 Pois, pois. Há uma primeira vez para tudo. Ou, se preferirem a versão mais culta, como dizia aquele realizador americano que casou com a filha adoptiva e, juntos adptoram mais crianças, “só se é uma vez”…

Depois de um fim de semana do caraças (primeira comunhão de uma afilhada, um calor pior que o fogo do inferno, viagem a Lisboa, etc, etc), estava eu a gastar o asfalto quando os senhores agentes da Guarda Nacional Republicana me mandam parar.

Ok. Papel para aqui, papel para acolá. Eu a rir-me e adizer que conduzia há 15 dias e já estava a ser praxada e o senhor agente a trabalhar. Mostre-me isto, mostre-me aquilo.

Solicíta como nunca mostrei tudo ao homem. Até que, voilá, chegamos ao papel de seguro. “Minha senhora, isto tá fora da validade”, diz o homem que, nesta altura, já não era o senhor agente da GNR mas uma série de nomes que o pudor me impede de recordar.

Ligo ao meu marido. “Tou aqui parada com uma brigada da GNR que diz que o sefuro não tá correcto”, digo eu, por entre as gargalhadas que ouço do outro lado do telefone. “Espera um bocado que eu já te ligo. Mas o seguro tá em dia”, garante o meu sócio.

Resultado final. Um multa para pagar de 60 euros. Não por não ter seguro mas por não ter o raio do papel do seguro comigo.

Boa. Prossigamos para bingo.

De qualquer forma, gostava de publicamente agradecer a todos aqueles e aquelas que, sabendo que fui multada, perguntam logo que asneira é que eu fiz. Obrigado. É sempre bom poder contar com os amigos que não dão o benfício da dúvida….

Tenho agora dez dias para pagar a multa e para apresentar o tal cartão verde ou carta verde ou sei lá o quê no posto da GNR local.

Vou tomar três xanaxes antes de ir. Pelo sim e pelo não, o melhor é ir prevenida.

 

Posted by Emília at 12:14:43 | Permalink | Comments (2)

Thursday, May 25, 2006

bora a formar um clube?

 

Há coisas que têm mesmo que se dizer. E eu tou cheiinha de guardar este segredo só para mim.

Atentem (o que eu adoro esta palavra!):

Eu não li o Código, o Da Vinci. Eu mais dois tipos do Ruanda, cinco do Equador e, se a memória não me falha, mais um tipo que nasceu em Boliqueime e que vive agora em Belém e um que vive em Nogueira da Regedouram ali para os lados de Espinho. 

Pronto. Tá confessado. E também não vi o filme nem tenciono ver. Contudo, porque sou uma gaja mais ou menos atenta e porque tenho amigos cultos, já sei que o Silas matou uma freira com um candelabro de três metros de altura e 500 quilos de peso.

Tenho em casa um documentário sobre o livro (simpaticamente oferecido pelo Expresso que é um óptimo jornal para limpar vidros) que já entrou, várias vezes, no meu DVD. Contudo, há uma relação de causa/efeito ainda por estudar que leva a que, sempre que o DVD começa, eu–invariavelmente–adormeço no sofá. Desde já, recomendo-o a todos os que sofrem de insónias.

Assim sendo, como minoria envergonhada mas finalmente assumida, pergunto: Alguém mais não leu o livro?

Quem não leu que atire a primeira pedra.

Vamos formar um clube? 

 

 

Posted by Emília at 19:02:46 | Permalink | Comments (5)

Wednesday, May 24, 2006

Qem manda em casa?

Há dias apresentei uma queixa, via telefone, contra o Sapo, o tal que é rápido, super-eficaz e hiper-simpático.

Basicamente foi assim: Um fiz um pré-pagamento de 25 euros e, em vez de ser contabilizado como um crédito, foi contabilizado como sendo um débito.

Portanto, em vez de eu ter adiantado dinheiro às empresa (a PT, neste caso), era como se eu lhes devesse 25 euros.

O azar foi maior porque tudo isto se passou numa tarde de sexta-feira e, o primeiro operador com quem falei, avisou-me logo que–por ser fim de semana, o assunto só seria resolvido na segunda-feira. Boa. Excelente.

Para apresentar queixa no livro amarelo teria que ir a Lisboa porque só lá, na sede, é que existe o livro. Melhor ainda.

Depois de um fim de semana sem net, na segunda-feira a regularidade foi reposta e eu esqueci o assunto. Até ontem.

Ligou-me um jovem, simpático, cheio de treta, a dizer-me que trabalhava para uma empresa de consultadoria que estava a fazer um estudo para a PT sobre as reclamoções que os clientes apresentavam.

Queria fazer-me perguntas ás quais em teria que responder de zero a dez, sendo o zero “muito mau” e o dez “excelente”.

Concordei. Em má hora.

Depois das questões básicas sobre o protesto que apresentei, vieram as perguntas interessantes.

“Quem é que tem o maior ordenado na sua família?”, desculpe, o que é isso tem a ver com avarias…

“As suas filhas nasceram dentro do casamento?”, não, por acaso nasceram na maternidade…

“Quem é que paga mais despesas, a senhora ou o seu marido?”, olhe e uma velinha a alumiar, também não quer….

“De zero a dez, descreva a relação com o seu marido”. Foi a gota de água. “Olhe e se fosse fazer perguntas para o raio que o parta? tá burro ou quê?”

“Não se zangue. Diga-me só em que concelho é que vive”, finaliza o murcon.

“Vila Nova de Famalicão”.

“Isso fica no Algarve, não fica?”

“Fica, fica, mesmo ali ao lado de Faro”.

E mandei-o ver se estava a chover.

Posted by Emília at 17:22:15 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, May 23, 2006

PDI

O assunto é delicado.

A minha mãe disse-me hoje que eu estou a ficar velha. Assim, a sangue frio, virou-se para mim e disse-me: “ó rapariga tás a ficar velha”!

Acho que fiquei sem sangue. “Velha, como”, pergunto eu. E ela (mais uma facada), “velha velha”.

“Estás acabadita”. OK, ela tem 75 anos e eu 34. Usei estes conhecimentos matemáticos para lhe fazer ver que, se eu estava velha, ela era mais ou menos, um fóssil. “Tá bem, mas eu não me preocupo com modas nem com festas e passeios”.

Boa mãe. Portanto, se eu quero ter uma vida social tenho que rejuvenescer.

Contudo, os ataques não vieram só da ascendente como também da descendente (isto, falando em linguagem de IRS).

Estava eu ainda em fase de recuperação do choque materno, e vem mais uma facada da minha filha mais nova.

“Catarina, achas que a mãe está velha?”

“Velhinha”, questiona ela. “Só velha”, esclareço.

“Não, só tás com a barriga gorda”. Foda—-.PqP. Car….,

Bem, perante este belo e animador cenário, vou inscrever-me nem SPA.

Afinal, para as minhas crianças a minha profissão é a de “cozinheira” e , qunado questionada pela professora sobre o que mais gostava na mãe, a minha filha mais velha, respondeu “tarde de maçã”.

Tantos anos a estudar, a ler, a actualizar-me e a cultivar-me para isto.

Vou ali e não sei se venho.

 

 

Posted by Emília at 18:09:45 | Permalink | Comments (2)

Sunday, May 21, 2006

O Figo e a Floribella

 

Temos mulheres. Temos selecção. Temos bandeira. Temos encontrões. Temos sede. Temos color. Temos desorganização. Temos brindes. Temos estaladas. Temos puxões de cabelo. Temos apalpadelas. Temos o Nuno Graciano. Temos o Figo. Temos mais encontrões. Temos sol. Temos escaldões. Temos sede. Temos fúria. Temos raiva. Temos força para levar tudo á frente.

Amigos, eu e mais seis belas gajas, estamos na parte vermelha da bandeira portuguesa que ontem foi feita pelas gajas boas deste país. Nós e mais 18 mil mulheres (mais dez mil devem ter ficado nas bancadas), demos o corpo (é que foi mesmo assim) para que se pudesse construir uma bandeira linda, cheia de mamas, de madeixas loiras e de celulite.

Esteve lá o Scolari, o Figo, o Cristiano e muitos outros. Mas o estádio só ameaçou cair quando a Floribella entrou em campo. Um, dois, três pppppaaarrraaaa cima. Um, dois, três ppppaaaarrrraaaa baixo….cantava o gajedo.

E dei por mim a tirar uma foto á rapariga para trazer para as minhas filhas. O que uma mãe faz.

Mas vamos á bandeira.

Saímos de casa ás 5 e meia da manhã. Ás oito e meia estavamos no Jamor. Nós e para aí mais mil mulheres.Rapidamente descubro que são quase todas do norte. Não há como o mulherio do norte para estas coisas.

Sem casas de banho abertas, sem cafés, o tempo foi de dormir mesmo ali á porta do estádio nacional. As portas só se abriram já muito perto do meio dia e, enquanto isso, tivemos que gramar com um pastor que tinha por função ir dizendo umas asneirolas ao microfone. Coisas do género: “Vocês são giras”. “Tão aqui mulheres de todo o lado até da Régua que fica ali ao lado de Pombal”. And so one.

Bancadas cheias. O sol no seu melhor. Começam os concertos e começam a entrar tipas para o relvado. “Escuteiras e ginastas”, diz o pastor. Devidamente treinadas “para fazer a roda”. Avante.

Três da tarde e o povo à seca. Bem, vim eu de tão longe para ficar na bancada a esturricar? Ai o caraças…

Entretanto continuam a entrar no estádio mulheres e alguns homens que não devem ter percebido que estavam a mais.

Quatro horas e a besta do azeiteiro continua a dizer ao microfone para ninguém sair das bancadas porque no relvado só estavam escuteiras. Bem, nem os responsáveis pelo Corpo Nacional de Escutas devem saber que têm tantas filiadas…

Foi o meu limite. Disse ao belas mulheres que me acompanhavam que ou era naquela altura ou nunca. Descemos da bancada. Desatamos aos encontrões. Fura daqui, fura dali. Empurra de um lado, empurra do outro. Ameaças aos seguranças. Palavrões atrás de palavrões (juro que ouvi uma mulher chamar “corna” a outra….) mas lá conseguimos entrar no relvado com uma capita vermelha.

Duas horas depois a bandeira estava feita. E entremos para o livro dos recordes. Com direito a diploma e tudo. Foi bonito, pá.

Sei lá, foi cantar, dançar, bater palmas. Azeitamos ao máximo. Levamos farnel, com bolinhos de bacalhau, rissóis, presunto, broa de milho, pataniscas e vinho branco e tinto. Só faltou o arroz de tomate.

Fizemos um piquenique no relvado que vai fazer história. E, enquanto que as outras, comiam sandes, bolachinhas e se babam pelas nossas iguarias, nós enchiamos o bandulho como deve ser.

Foi lindo. No final da bandeira (com a Dulce Pontes a desafinar o hino nacional como nunca se viu), nova confusão. Mas como quem vai á guerra dá e leva, vai ser o massagista a dizer-me o que tenho no pulso esquerdo.

Contudo, alguém, em algum local deste país, também se deve estar a queixar do corpo porque o meu bolso não andou propriamente a dar socos no ar…

Mas fizemos a bandeira. Biba a selecção. Biba o Figo. Biba a Floribella. Biba as  mulheres…

 

Posted by Emília at 23:01:57 | Permalink | Comments (3)

Friday, May 19, 2006

prendinha para os amigos

 

Quem amiga, quem é?

Cá vai uma prendinha apenas para quem se portou bem…

http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/aquarela.htm

Posted by Emília at 12:05:24 | Permalink | No Comments »

Thursday, May 18, 2006

Cristiano Ronaldo


 

“Ó mãe o que é que tu achas do Scolari não ter convocado o Quaresma?

Não acho nada. Ele vai jogar na selecção dos Sub 21, não vai?

Vai. Mas ele joga bem. E é bonito.

Mas, ó filha, há muitos rapazes bonitos e a jogar bem. O seleccionador nacional tem que escolher. È isso que quer dizer seleccionar..

O pai diz que ele não escolheu lá muito bem…

Pois não. Continua a não seleccionar o Vítor Baía só por ele ser do Porto.

Mas o Quaresma é mesmo muito bom. O padre até falou dele na missa!

????

Sim, fartou-se de falar dele. O Primeiro Domingo do Quaresma, o Segundo Domingo do Quaresma…Mas o Cristiano Ronaldo também joga bem e nunca o ouvi falar dele na missa!”

Posted by Emília at 17:19:26 | Permalink | Comments (1) »